|
Ismael Machado
Mesmo com a polêmica e a indefinição envolvendo a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, os defensores da construção do complexo querem que os investimentos cheguem a R$ 500 milhões. É o que defende o Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (FORT Xingu), o grupo ligado a prefeituras que defendem a construção da Usina.
Segundo a entidade, o consórcio que vencer o leilão do que chamam de aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte precisa ter a obrigação de investir R$ 500 milhões na preparação da região para o empreendimento. O tema teria sido, inclusive, discutido durante a semana em Brasília com representantes de diversos ministérios e de estatais do setor elétrico.
Participaram da reunião, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann; o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes; o diretor de engenharia da Eletronorte, Ademar Palocci; o diretor de engenharia da Eletrobrás, Walter Luis Cardeal; o presidente do Ibama, Roberto Messias, e o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot. Zimmermann teria garantido que os recursos estarão previstos no edital. Nenhum representante dos movimentos sociais foi convocado para a reunião.
POR DENTRO
Maior empreendimento energético do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Belo Monte terá potência instalada de 11 mil megawatts, a segunda maior do Brasil, atrás apenas da Hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, que tem 14 mil megawatts. |