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ConheÇA o PARÁ

 

“Te trago da minha terra
O que ela tem de melhor
Um doce de bacuri
Um curió cantador
Cantador“



Procissão dos Miritis
Foto: Antonio Silva


Trago da minha cidade
Tudo o que lá deixei
Numa das mãos a vontade
E na outra o que sonhei”.


Da minha terra
Nilson Chaves/ Jamil Damous



Círio 2006
Círio de Santarém 2006
Foto: Tamara Saré

 


O Pará, segundo maior Estado brasileiro em extensão territorial, é um imenso continente a ser desvendado. Suas múltiplas faces, sua rica história de resistência, seus povos e suas diversificadas culturas, além de seus recursos naturais extraordinários, constituem um enorme patrimônio que precisa ser colocado a serviço do presente e do futuro da Amazônia e do Brasil.







Procissão Fluvial 2005
Foto: Eliseu Dias
Pátria das águas – cujo estuário “já é rio e ainda é oceano”, nas palavras de Euclides da Cunha – o Pará é a síntese de uma porção que representa mais da metade território nacional e que, historicamente, recebe o tratamento de região dominada dentro de um País igualmente dominado e explorado desde os tempos coloniais.

 

 

 


Procissão Fluvial 2005
Foto: Eliseu Dias

Aliás, a rigor, sob diferentes denominações, o estatuto colonial permanece presente, fazendo perenizar o status de um Estado rico com uma população profundamente pauperizada.






Estado rico, povo submetido à miséria

Sendo o 9º em população, o Pará ocupa o 12º em relação ao PIB, com 34, 1 bilhões de reais (2005). Em termos de renda per capita, ocupa a 18º posição entre as 27 posições da Federação, ou o 15º quando se apura o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Não é por outro motivo que o Pará registra 44% de sua população abaixo da linha da pobreza, o que representava, em 2005, um universo de 2,6 milhões de pessoas - quase a metade da população do Estado, segundo recente estudo do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). No Pará, passa-se fome em 39% dos domicílios.


Várzea em Santarém
Foto: Tamara Saré


Em paralelo, estão em território paraense riquezas minerais incalculáveis, além de recursos hídricos e florestais que despertam a cobiça de grandes corporações nacionais e estrangeiras, que implantam, há décadas, grandes projetos de exploração voltados à exportação. Estes se constituem em verdadeiros enclaves, produzindo uma riqueza cada vez mais concentrada, enquanto em volta se multiplicam os bolsões de miséria e exclusão.

A exportação de minério, principalmente de ferro, faz do Pará o 5º Estado brasileiro com maior saldo da balança comercial. Em contrapartida, a população permanece alheia a esse crescimento excludente e concentrador, ainda agravado pelo quadro de baixa escolarização e precária formação da mão-de-obra. Na população economicamente ativa (PEA), a média de ensino não ultrapassa os quatro anos, de acordo com dados do DIEESE.

Este quadro faz do Pará campeão nacional de assassinato de trabalhadores rurais e da ocorrência da chaga social do trabalho escravo.



Um povo que nunca se deixou dominar


A história do Pará, desde a invasão européia no alvorecer do século XVI, foi marcada pela firme resistência das maiorias populares, cuja insubmissão e rebeldia estiveram presentes desde que os Tubinambá ergueram arcos e flechas contra as tropas portuguesas.

Para Caio Prado Junior, foi no Pará que se realizou o mais notável movimento popular do Brasil, a Cabanagem (1835-1840), “a primeira insurreição popular que passou da simples agitação para uma tomada efetiva do poder”.

A resistência indígena, negra e popular, ao longo desses quase quatro séculos de dominação, permanece viva nos dias atuais na rede de movimentos sociais urbanos e rurais, na organização sindical e comunitária, na luta dos povos tradicionais – nações indígenas, comunidades quilombolas e populações ribeirinhas e extrativistas. É desse caudaloso manancial que devem se abastecer os que acreditam na construção do sonho de uma sociedade efetivamente livre de todas as formas de opressão.


A Força da Cultura e da fé


Círio 2006
Círio 2006 Procissão
Foto: Claudio Santos

Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Bragança
Foto: Flavya Mutran
Apesar dos inúmeros problemas sociais, o paraense traz consigo a marca da superação e faz de sua cultura e da fé as principais fontes de resistência. Não por acaso, é no Pará que se realiza a maior festa religiosa do Brasil, uma das maiores do mundo: o Círio de Nazaré, quando dois milhões de pessoas, segundo dados oficiais, vão às da capital – Belém – louvar a padroeira. O Círio acontece sempre no segundo domingo de outubro.











Círio 2006
Cirio 2006 Procissão
Foto Claudio Santos

Círio 2006
Cirio 2006 Procissão
Foto Claudio Santos

Círio 2006
Cirio 2006 Procissão
Foto Claudio Santos

Dançarinos de carimbó
Cirio 2006 Procissão
Foto Claudio Santos


O Pará chama a atenção também pela sua música e danças como o carimbó, por sua culinária, considerada uma das mais genuínas do Brasil e pela riqueza de sua biodiversidade que faz de um passeio pelo Ver-o-Peso, a maior feira da América Latina, um verdadeiro banquete para os sentidos.




Festa de São Sebastião em
Tracuateua
Foto: Flavya Mutran


Festa do Çairé
Foto: Tamara Saré


Se você é paraense, orgulhe-se, mas se ainda não conhece as nossas belezas, programe uma viagem e descubra porque o Pará é considerado o Estado síntese da Amazônia.


Igreja Matriz de Cametá
Foto: Rodolfo Oliveira


Igreja de Sant'Ana
Foto: Eliseu Dias


Igreja de São Benedito em Bragança
Foto: Flavya Mutran


Números de um Estado-Continente


Aspectos Gerais - CAPITAL

Belém

ÁREA


1.247.689,515 Km²
Fonte: IBGE* - 2005 /

POPULAÇÃO


6.970.586 hab.
( IBGE* 2005)

PRINCIPAIS CIDADES


Belém - 1.405.871hab.
Ananindeua - 482.171 hab.
Santarém - 274.012 hab.
Marabá - 195.807 hab.
( IBGE* 2005)

ECONOMIA


PIB - 29.215.268 (R$)
PIB per capta - 4.443.00 (R$)
Produção Animal / Vegetal - 6.465.908 (R$)
Fonte: IBGE* - 2003 /

*Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
*Fotos gentilmente cedidas pela CODERNADORIA DE COMUNICAÇÂO DO PARÁ

 

 
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